quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sentimentalismo, no lixo.

Seu olhar, tão penetrante manipulando o meu, gerando ilusões sem fatos. Seu rosto sem expressões, sua frieza soberba agravada sendo desnecessária e irritante, com seu sentimento implícito e misterioso na qual minha curiosidade se atissou. Sendo garantido apenas pela imagem, sem conteúdo, sem sociabilidade, mente conturbada, manipulada sem parar. Digo apenas, cadê seus sentidos? Respondo eu, vivem por trás da máscara, por trás de todo esse ferro sórdido e insolente que criasse, se deixou ser mais um fantoche, deixou suas palavras verdadeiras para trás, achou que enganar seria mais fácil, achou que palavras nao geravam consequências, seu sorriso de aceitação, meio irônica por sinal, deixando tudo subteendido, tudo pra trás, me fizeram desacreditar na vida afetiva, não que tenha me influenciado ou modificado a minha vida, mas a mente humana é algo tao doloroso e danoso, que não acredito em mais nada, pra mim sempre terá um final clichê sem amor e com olheiras profundas de lágrimas sem rumo. Isso basta, é uma rotina humana, insignificante e dolosa, uma balbúrdia explicita, com o simples propósito de fazer sofrermos no final.
Talvez a palavra só, será a unica que restará em meu contexto, por livre merecimento, e dando ênfase, é.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Nada é ímpossivel.

Não aguento mais, meus problemas se acumulam em minha mente, quero fugir disso tudo, resolvo sair porta a fora, ao longo do caminho avisto máscaras felizes de pessoas sofridas, discussões nas casas, berros infelizes e intrigantes, observo calmamente esperando algo novo acontecer, algum gesto explicito se apresentar, fecho os olhos esperando algo inovador, milhões de coisas aparecem em minha mente, soluções ou até milagres, abro meus olhos, vejo tudo igual, nada muda, minha decepção engrandece, é impossivel mudar alguma coisa, estou pessimista de mais, caminho sabendo que nao tem nenhum sentido, nada tem sentido, sem objetivos finais, sem soluções, me deito, olho pro céu sinuosamente, derepente algo acontece, enxergo no céu uma lua e estrelas, parece algo tao comum, nada de importante, mas me surpreendi, minhas emoções desapareceram, meus olhos se encheram de esperança, não estou esperando mais nada, quero apenas observar, nada acontece, mas parece que além do meu conhecimento algo muda, talvez olhando pro céu, consegui enxergar, mas enxergar além do que vejo, agora sinto que nada, nada mais é ímpossivel.

domingo, 18 de julho de 2010

Tarde demais

                                       Joana, talvez nem seja esse o nome dela, mas a história é.


 Pessoa normal aos olhos de quem nao a conhece como eu a conheço, aparenta sempre estar contente com tudo, fazia brincadeiras, vivia sorrindo por fora, mas quem vive sorrindo é palhaço. Joana teve uma vida complicada sua familia nao dava o minimo de atenção seus amigos eram falsos, encontrou conforto nos meninos. Se achava bonita ao beijar um menino e vê-lo caído aos seus pés, foi se desvalorizando e ridicularizando cada vez mais com isso. Mas em certa etapa da vida  ela conhece um cara com o qual, ela agiu de uma forma que já nao era de surpreender a muitos, e depois o que todos duvidaram é que ela realmente sentiu amor por esse cara, ele a fez mudar completamente, fez abrir os olhos e ver o quão ridicula era, ela ficou destruida ao ver que alguém que realmente se importava com ela ficar infeliz por vê-la de um jeito diferente que a imaginava, Joana era um monstro e ninguém a avisou, quer dizer, até avisou, mas ela mudando ou nao agora nao faria diferença, sua reputação estava feita. A vergonha e o ódio tomaram conta de Joana, ela fez de tudo para que nao perdesse o cara que a fez viver denovo ela o considerava seu anjo, seu amor. Foi em vão. Ele desiste de tudo, nao por nao gostar, mas por nao ter condições de sofrer por ela, gostava de Joana, mas gostava primeiro de si. Joana entao encontra a ultima e talvez unica solução para toda a sua infelicidade, ela considerou ser  o fim de tudo ou um novo começo. Joana, com facilidade por nao ter um pingo de amor próprio e o unico que sentia que era especial  e que lhe daria felicidade a abandonou, se matou sem medo algum  mas de uma forma estranha parecia dormir, tranquila, pálida  e fria como nunca. Ela havia comentado algumas vezes com quem a rodeava que iria cometer tal ato, mas como sempre nunca ninguém deu bola, acharam brincadeira. E as brincadeiras que ela fazia ficaram na lembrança dos poucos que no fundo sentirão a falta dela. E seu amor? Ela agora cuida dele, queria retribuir tudo que ele fez por ela. Talvez ele saiba e goste de ser cuidado por Joana de um jeito diferente, talvez ele nem note, mas a verdade é que em momento algum, deixou de ser amor o que um sentia pelo outro.

Elisa.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Recôndito.

Caminho sem rumo em uma linda noite escura, meus olhos brilham esperando alguma surpresa involuntaria. Ouço cada sopro do vento batendo em meu corpo, ouço tudo mais claramente, minha mente nao pensa em mais nada, além do nada. Observo cada folha de árvore, sinto aquela folha me observando indelicadamente, olho pro céu, uma estrela me chama uma rara atenção, sinto algo duvidoso nessa estrela, um mistério talvez, me pergunto porque estrela? Porque sempre algo tao clichê? Porque nao um desenho amigável, ou sei la pra me chamar atenção, sinto uma ligação mútua explicita, querendo se aproximar, talvez eu queresse desvendar o mistério, talvez seja uma ilusão, uma ilusão metafórica querendo me preocupar, pelos simples prazer de matar meus neurônios, ou não.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Mente humana, suicida.

As vezes me sinto tão distante de tudo, sinto tudo desabar perto de mim, me sinto sozinha em um terrivel sentimento de empatia. Fecho meus ólhos, tento me enxergar, formular minha vida em outra história, tento imaginar como eu era antes e como deveria ser no hoje, mas nao sei mais quem sou, meus pensamentos passados, minha ingenuidade, nao lembro mais, eu tento, mas a escuridão me da medo, meus ólhos nao se fecham mais, a minha nostalgia anda desaparecendo, isso me deprime. As lembranças estao sumindo, eu preciso do passado, gostaria que tudo voltasse a ser como antes, não completamente, mas enfim, preciso das meras caracteristicas marcantes de antes, é muito dificil dizer que nao consigo mais me ver, nem explicar que meu corpo está ficando sórdido, que virei social, me acustumei ao ambiente, sei interagir, sei manipular, virei um humano, um verdadeiro humano, afinal. Mas e agora? Bem, agora vamos aos lucros, sou soberano, sou comum, sei lidar com tudo, tenho liberdade ou nao de expressão, tenho lábia, quero ficar por cima, quero ter a minha vida, quero me dar bem as suas custas, sei do poder da minha mente posso usa-las para me gratificar e parecer ser feliz, é sempre assim, sei que posso te enganar sem você perceber, posso ferir profundamente seu psicológico, posso errar sempre, afinal errar é humano, e logo após as consequências finais tudo ficará no passado e terei a ilusao de uma vida saudável, tirando a consciência que continua me constrangendo, mas nao ligo pois me dei bem.                                                                                                                              
bem, afim de matar todas as minhas ironias, nao devo suportá-las.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Realidade ou viagem minha?

  O ser humano foi tão mal acostumado pela sociedade, visa sua vantagem por cima da desgraça alheia, sendo que se falhar e cair, precisará de alguém para se reerguer. Tudo bem que devemos tirar vantagens dos nossos problemas, mas de preferencia que sejam nossos. Me lembra o que Arthur Schoppenhauer citou uma vez, é algo como: “ O ser humano é tão egoísta que para acabar com a sua moral se é necessário apenas o insulto.”.
  Se aprende mais com um erro cometido com arrependimento em seguida, do que só com o erro cometido. Quem só o comete e não se arrepende, entende não ter sido um erro, assim não aprende, não muda, não amadurece, não evolui continuando a cometer o mesmo erro SEMPRE.
  Não pratique atos por impulso, você não irá longe agindo como um animal. Pense, evite o erro, mas se mesmo assim ele aparecer, será menos um a ser cometido, não continue insistindo nele, temos tantos outros para cometer no levar da vida... O que diferencia os espertos das outras pessoas é este pensamento, temos tantas outras experiencias e lições para aprender de um ponto de vista diferente, o qual será vivido por você e não lido, escutado ou visto. Temos uma só vida e perder o maior tempo dela persistindo em algo que já está predestinado a dar errado mesmo você sabendo disso, seria uma grande TOLICE.
  A sociedade, ou melhor, o que ela nos impõe é tão falho querendo que no conformemos com o pouco impedindo que muitos tenham algum reconhecimento pelo que faz. Nesse mundo, não temos pessoas piores, temos pessoas ignorantes e ou desprovidas de sonhos maiores e oportunidades. O mundo é dos espertos, onde os alienados e ignorantes não têm vez alguma. Onde um ato feito jamais poderá ser desfeito, talvez com persistência e prudência consegue-se amenizar as consequências.
  Não sou do tipo de pessoa que se conforma com o pouco, me apoiando na primeira sombra de “sucesso” mínima e insignificante que vejo pela frente, pois sei que todos temos potencial para o sucesso. Sabendo que posso mais, vou além, corro atrás dos meus sonhos, por mais impossiveis e tolos parecerem ser para você, são meus, e se eu não conseguir alcançá-los chegarei perto no mínimo e não direi que pelo menos não tentei. Não minimize-se, não seja menor que seus sonhos, seja no mínimo igual a eles e não subestime os outros, muito menos os derrube. Uma vez humilhado, o ser humano visa a vingança, a desgraça.

Sou nova aqui, Elisa Oliveira é o meu nome, e se não gostou. Por favor guardem as pedras e os tomates para quem os aceitar. Não vou mudar de pensamento por que você quer que eu mude. Se quer que eu mude o que penso, dê um bom argumento para isso.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Não precisa entender.

Havia um homen aparentemente estranho e com uma dor imensa dentro de si. Sua face era pálida e acizentada, gerando discórdia e desgaste de sofrimento , algo em seus ólhos demonstravam otimismo. Apesar de ser uma pessoa triste, de ser machucado de mais, ele só queria desmonstrar o que queria dizer , berrar, ele nao conseguia, ninguém o ouvia, ninguém. Ele sentia angústia, uma bola de tristeza se aumentava a cada minuto, ele não aguentava mais aquilo, nao aguentava mais ser judiado, ter a vida que tinha, de ser ínvisivel, então ele resolveu correr atrás de respostas, tentar fazer com que ouvissem, pois sua única base, era seus olhos otimistas. Correu o mais rápido que pôde e avistou vários humanos, e pra cada um ele fez a mesma pergunta: - O que a vida tem feito para vocês? E o que resta a si sobre a mesma? Todos o ouviram repensaram, mas nao sentiram necessidade de responder uma pergunta tao ingênua e ate riram por ser uma pergunta que aparenta ser tao óbvia, mas talvez por dentro ninguém soubesse responder claramente, isso talvez tenha dado de certo modo forças para o estranho homen, que se sentiu de fato mais confortável, por nao ser a pessoa mais sofrida, enxergou no olhar de cada um, a resposta, apenas no olhar, e talvez ele seja o mais feliz por se mostrar fraco e triste e nao pretender esconder e querer se achar melhor que alguém, com isso restou o otimismo, e algo se submeteu a crescer dentro de si, se tranformando em algo comum, nada de imagem, nada de máscara feliz, ele demonstrava o que sentia, talvez nao seja algo aceitável pela sociedade demonstrar o que sente. Mesmo o velho homen estando no vazio e sozinho era feliz, ou pelo menos se comparando a nós ele era, apenas se arrependeu de procurar as respostas e de tentar berrar suas necessidades, ele cansou, pois sentiu na pele o desgosto e a carencia humana pelos sentimentos esnobes que todos tem, isso o feriu, feriu na pele, não na alma, pois ele encontrou o sentido da vida pra ele, o vazio e a sua mente, isso restou, mais nada.

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